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Japão bate recorde de velocidade de internet com 1,02 petabits por segundo

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O Japão voltou a liderar os avanços em telecomunicações com a conquista de um novo recorde de velocidade de internet. O feito foi alcançado pelo Instituto Nacional de Tecnologias da Informação e Comunicação (NICT), que anunciou a transmissão de dados a 1,02 petabits por segundo (Pb/s) usando fibra óptica de 19 núcleos, em um teste com alcance de 1.800 km.

A conquista representa um marco histórico e amplia as perspectivas para redes globais de altíssima capacidade, essenciais para inteligência artificial, computação em nuvem e streaming de próxima geração.

Tecnologia com potencial de uso comercial

A transmissão foi feita por meio de uma fibra óptica do mesmo diâmetro das fibras convencionais (0,125 mm), o que demonstra a viabilidade de aplicar essa inovação em infraestruturas comerciais. A fibra possui 19 núcleos paralelos, permitindo a multiplicação da capacidade de tráfego em uma única linha.

Segundo o NICT, a nova tecnologia atinge velocidades superiores ao recorde anterior de 402 terabits por segundo, estabelecido em 2022, também pelo Japão.

O que significa 1,02 Pb/s?

A unidade petabit por segundo equivale a 1 milhão de gigabits por segundo. Em termos práticos, essa velocidade permitiria:

  • Transferir toda a biblioteca da Netflix em HD em frações de segundo
  • Suportar a comunicação simultânea entre milhões de dispositivos IoT
  • Viabilizar streaming 16K com taxa estável para grandes públicos

Esse desempenho também é vital para backbones internacionais, redes acadêmicas e data centers de inteligência artificial.

Aplicações futuras e cenário global

Com o avanço, o Japão se posiciona à frente no desenvolvimento de tecnologias para a internet de sexta geração (6G) e redes para suportar demandas energéticas e computacionais da nova era digital. A fibra com múltiplos núcleos poderá ser essencial para centros urbanos inteligentes, comunicação quântica e integração com redes intercontinentais.

Países como Coreia do Sul, China e EUA também investem em soluções semelhantes, mas até o momento nenhum outro experimento atingiu esse desempenho com viabilidade de aplicação comercial.

Fontes consultadas

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