A engenheira e ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, acaba de anunciar a fundação da Thinking Machines Lab, uma nova startup de inteligência artificial que já nasce com US$ 2 bilhões em investimentos iniciais. A captação marca um dos maiores aportes da história para uma empresa emergente de IA e reforça o interesse global por novas abordagens no desenvolvimento de modelos multimodais.
Startup aposta em IA aberta e pesquisa colaborativa
Sediada em São Francisco, a Thinking Machines Lab tem como objetivo desenvolver modelos de inteligência artificial multimodal, capazes de processar e gerar conteúdo por texto, voz, imagem e vídeo. A proposta também inclui transparência no desenvolvimento, com ferramentas open source e colaboração com universidades e institutos de pesquisa.
Segundo Mira Murati, a empresa quer “reimaginar a forma como os humanos interagem com máquinas”, mantendo o compromisso com segurança, responsabilidade e escalabilidade.
Quem está por trás da nova gigante
A rodada foi liderada pela Andreessen Horowitz. Segundo fontes citadas pelo Financial Times e Wired, empresas como Nvidia, AMD e Cisco teriam participado do investimento. Até o momento, nenhuma dessas companhias publicou comunicado oficial confirmando a participação.
A equipe da startup já conta com cerca de 30 pesquisadores, a maioria com passagem pela própria OpenAI, Google DeepMind, Meta e Mistral AI. O primeiro produto está previsto ainda para este ano, com foco em suporte a desenvolvedores e integração com infraestruturas já existentes.
Impacto no cenário de IA global
O anúncio ocorre em um momento de intensa competição entre as maiores empresas de IA do mundo, como OpenAI, xAI (de Elon Musk), Google DeepMind e Anthropic. O mercado reagiu com otimismo, e a Thinking Machines Lab já é considerada uma das principais apostas para 2025 no Vale do Silício.
A decisão de Mira Murati de deixar a OpenAI e fundar sua própria empresa demonstra o amadurecimento do ecossistema de talentos em IA. Seu histórico na liderança do desenvolvimento do ChatGPT e dos modelos GPT-4 garantiu visibilidade e credibilidade para atrair grandes investidores.
Até o momento da publicação, nenhum registro de captação da Thinking Machines Lab foi publicado no banco de dados EDGAR da SEC
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